Ergonomia da Comunicação
27 março 2004
 
Estudo sobre Blogs
Fernanda Viégas, uma estudante do Sociable Media Group do Laboratório de Media do MIT publicou recentemente na web os resultados de um Inquérito sobre Weblog que realizou no âmbito do doutoramento. Não esquecendo as origens marginais e restritas a um grupo específico, autora classifica o fenómeno como cada vez mais "mainstream". O inquérito foi realizado durante o mês de Janeiro deste ano, tendo respondido 486 indivíduos, sobre práticas de blogging, sobre o que escrevem, expectativas de privacidade, responsabilidade sobre aquilo que publicam, percepção dos seus públicos.
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02 março 2004
 
Mais um Livro sobre Blogues, em português
António Granado e Elisabete Barbosa juntaram-se para escrever um livro sobre o fenómeno dos blogs. Chamaram-lhe Weblogs - Diário de Bordo.
Ainda não li, mas, segundo um artigo publicado ontem no Público, a obra posiciona-se numa esfera pedagógica e cumpre o objectivo.
É sempre bom ver sair mais reflexões e análises de autores portugueses sobre a blogosfera. Para este mês de Março está prevista a edição nacional do já clássico Livro de Bolso do Weblog, de Rebecca Blood.
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01 março 2004
 
Blogosfera: a terra da opinião livre
Através do xPlane, cheguei a um artigo interessante na Editor and Publisher, de Steve Outing, sobre os jornalistas que escrevem em blogs e a reacção dos editores, intitulado When Journalists Blog, Editors Get Nervous.
Um dos aspectos que me parece interessante tem a ver com a natureza opinativa dos bloggers, com a independência e com a ausência de filtros na blogosfera.
Essa liberdade de expressão pode ser incómoda para os meios de comunicação onde trabalham os jornalistas/bloggers.

"Outside of the news industry, bloggers are an opinionated bunch. Typically they write independently; they're usually unedited, unfiltered voices. Controversy is considered to be a good thing in the land of blogs. But what happens when professional journalists enter this often contentious world? In many cases, their employers get uncomfortable. In a few cases, reporters have been fired or punished because of their personal blogs."
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15 fevereiro 2004
 
Blogumentário
Chuck Olsen está a produzir o seu "Blogumentary", um documentário independente sobre blogs.
Ele diz que vivemos uma época em que toda a gente é um mediamaker e lança questões interessantes: O que nos leva a criar blogs? Como é que isso nos afecta pessoalmente, como afecta os outros, o nosso trabalho, o Mundo? Será que os bloggers têm alguma coisa em comum? Sera que a blogosfera tem (ganhou) uma vida própria?
No site em que explica as razões do seu trabalho, Olsen refere que a PBS já realizou um documentário sobre o mesmo tema, com o título Media Matters: Welcome to the Blogosphere.
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08 fevereiro 2004
 
Análise da Interface (cont.)
Em resumo, a interface do Blogger cumpre os objectivos de usabilidade: é eficaz e eficiente na utilização e fácil de aprender e de memorizar. Quanto à qualidade da experiência, podemos considerá-la gratificante e motivadora, sobretudo pela facilidade de utilização e pela rapidez do processo e visionamento do resultado final. A primeira entrada, ou post, que colocamos no blog surge quase instantaneamente online.
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Análise da Interface Blogger
A primeira página para a criação de um blog no Blogger é muito simples, é o primeiro de quatro passos que o utilizador terá de dar. O sistema começa por solicitar um título e uma descrição para o blog, e pede que o utilizador escolha se o blog será público ou privado. Isto dá ao utilizador um sentimento de controlo sobre os conteúdos que irá introduzir.
O utilizador “sente” o sistema como seu.
Nessa página inicial, o sistema também informa o utilizador da necessidade de introduzir alguns dados, mas descansa-o dizendo que esses dados podem ser alterados mais tarde ("Okay, we just need a little info. And don´t worry, you can change any of this stuff later"), se o utilizador o pretender. Esta informação fornecida pelo sistema deixa o utilizador muito mais à vontade, constituindo um incentivo a que continue a tarefa.
No segundo passo, o sistema faz uma pergunta mais técnica que tem a ver com o alojamento do blog. O terceiro passo é a definição do URL do blog, que no caso do alojamento ser local será www.___.blogspot.com. Finalmente, no quarto passo o utilizador escolhe o modelo gráfico do blog.
Dados estes 4 passos, o utilizador entra no editor de texto do seu blog e pode escrever e publicar a sua primeira entrada (post). Para tirar qualquer dúvida, existe sempre uma janela de ajuda que se pode abrir do lado direito.
A informação é toda em texto e encontra-se toda no primeiro ecrã (cabe num monitor de 15 polegadas), o que respeita o utilizador mesmo que ele tenha um monitor pequeno. Não há publicidade nem elementos estranhos que causem ruído.
A cabeça (header) indica sempre o sítio onde o utilizador se encontra. No caso, o utilizador está no site do Blogger. Ao longo dos 4 passos para a criação do blog, a formatação da página é a formatação típica de um documento word: o título tem um corpo grande a bold, os subtítulos são a bold com um corpo menor e as informações suplementares num corpo de letra mais pequeno (corpo 11) sem bold, nem itálico, nem sublinhado.
Os botões são grandes e de cor vermelha, ou seja, são bem visíveis. No final de cada página, há sempre dois botões: um para cancelar (cancel) outro para prosseguir (next). Sendo que o primeiro (o mais à esquerda) é o para cancelar, o que reforça no utilizador a sensação de controlo, há sempre a possibilidade de desistir ou retroceder.

O sistema não dá informação em excesso; em cada página fornece apenas os dados estritamente necessários, para não confundir o utilizador. No editor de texto, as fontes de texto são familiares (Times New Roman e Verdana). Aquilo a que o utilizador tem de responder está em letra de tamanho grande; aquilo que é informação suplementar está em tamanho pequeno. O alinhamento do texto é à esquerda, o que proporciona melhor leitura.

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28 janeiro 2004
 
Em português, Blogue
Li o livro Blogs de Paulo Querido e Luís Ene, há uns dias.
É um daqueles livros fininhos que se lê rapidamente, simples e eficaz nos objectivos que se propõe atingir.
Fala sobre blogs de forma muito acessível, começando por responder a "10 perguntas de algibeira", conta depois a história do fenómeno e explica como criar um blog, usando o Blogger ou o brasileiro w.bloggar.
Mas o que eu gostei mais foi de ler as opiniões de vários bloggers portugueses que, em jeito de entrevista, respondem às questões dos autores.
São os blogs vistos (conceptualizados) pelos seus autores-utilizadores. É interessante notar aspectos comuns, motivações, satisfações e inspirações de quem usa o sistema.
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26 janeiro 2004
 
Comunidade(s) Virtual
Deixo aqui outra sugestão. Do mesmo autor de Smart Mobs, Howard Rheingold, Virtual Community também em versão online.

The technology that makes virtual communities possible has the potential to bring enormous leverage to ordinary citizens at relatively little cost--intellectual leverage, social leverage, commercial leverage, and most important, political leverage. But the technology will not in itself fulfill that potential; this latent technical power must be used intelligently and deliberately by an informed population. More people must learn about that leverage and learn to use it, while we still have the freedom to do so, if it is to live up to its potential.


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Smart Mobs
Já agora, uma sugestão. O site do livro Smart Mobs, de Howard Rheingold.
O autor coloca questões interessantes, numa época em que as tecnologias de comunicação móveis e os computadores amplificam as capacidades humanas e estão por todo o lado, impregnados no ambiente e nos objectos de todos os dias.
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Blogs móveis
Os moblogs, ou mobile weblogs, já não são novidade. Há mais de um ano, Justin Hall escreveu sobre o fenómeno emergente do moblogging "From Weblog to Moblog".
Basta um telemóvel da nova geração para actualizar o blog com texto e/ou imagem.
A partir do Online Journalism acedi a um moblog catalão. O autor do "A Cardedeu no anem bé" escreve e ilustra com fotografias o que não está bem na cidade onde vive. Uma das fotos mais recentes mostra uma velha máquina de lavar roupa deixada na rua, ao pé de dois caixotes do lixo.
O que me parece mais interessante nos moblogs é esta capacidade de intervenção cívica; de mostrar o mundo lá fora, em tempo real, e interpelar as autoridades.
Um moblog tem o poder do registo do real, da prova.
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